sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sem ter para onde ir, equipe do PSF muda equipamentos para as casas de Agentes de Saúde


Veículo do próprio médico na mudança do PSF
Casa de uma das ACS para depósito de equipamentos
Caixa de seringas virou ninho de formigas
Sub-Prefeito com Enfermeira do PSF
A equipe do Programa Saúde da Família - PSF, iniciou hoje pela manhã, 20 de junho, a mudança dos equipamentos que estavam depositados na cabine de transmissão de jogos da arena esportiva do bairro Pantanal, interditada desde maio, por determinação do então Secretário Municipal de Saúde, Dorinaldo Malafaia, por não oferecer nenhuma condição estrutural de atendimento à comunidade. Com a decisão do secretário, a situação se agravou, visto que desde então a população ficou sem nenhum local fixo para atendimento médico.

Sem espaço na Unidade Básica de Saúde Álvaro Correa, a equipe se encarregou de distribuir os equipamentos nas casas dos agentes comunitários de saúde que residem no bairro, até que um espaço adequado para atendimento à população seja providenciado pela Secretaria Municipal de Saúde - SEMSA. "Alguns materiais de uso contínuo, como seringas, estão se deteriorando pela falta de acondicionamento adequado", lamenta uma das agentes de saúde.

Lamentavelmente, o transporte dos equipamentos, como cadeiras, mesas, bancos, biombos e macas foram transportados no veículo do próprio médico, que também serviu de motorista. Dr. Ailton, como os demais integrantes do programa, é um profissional guerreiro, que pelo status da profissão que ocupa, não deveria se submeter à uma situação tão constrangedora para a gestão municipal de saúde.

O Sub-Prefeito da Zona Norte, Antonio Neylo, acompanhado do Presidente da Associação de Moradores, que na oportunidade faziam o levantamento das ruas comprometidas pelo acúmulo de mato, lama e buraqueira, presenciou os fatos e se comprometeu em fazer a interlocução com o atual Secretário Municipal de Saúde, que já tem conhecimento do problema, a fim de mais uma vez buscar uma solução para o caso.

Enquanto as providências não chegam, os equipamentos permanecerão guardados nas casas dos agentes de saúde, e a equipe continuará atendendo em domicílio os casos de saúde que não permitem o deslocamento do paciente, e elegendo um local, de forma itinerante, para realização de consultas à população.

domingo, 15 de junho de 2014

Pracinha abandonada deixa comunidade do Pantanal sem opção de lazer

Desde sua última revitalização, em 2008, quando recebeu novos alambrados, playground, reforma das arquibancadas, da cabine de transmissão de jogos e área para a prática de voleibol de areia, além de um quiosque de alimentação, que a pracinha do bairro Pantanal, única opção de lazer da comunidade, não recebe os devidos cuidados da Secretaria Estadual de InfraestruturaSeinf, uma vez que o bairro ainda pertence ao Governo do Estado.

A limpeza e conservação do logradouro vêm sendo mantidas através de mutirões comunitários realizados pela Associação de Moradores, pelas equipes dos veteranos ou dos solteiros e casados, que utilizam a arena da praça para práticas esportivas. Os mutirões quase sempre contam com o apoio da Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Manutenção UrbanísticaSEMUR.

Pregos e madeira solta - risco para crianças
Mato e lama tomaram o lugar das crianças
Antes foi uma quadra de voleibol de areia


Contudo, essas iniciativas populares não evitaram a depreciação dos espaços destinados à recreação, a exemplo do playground, que se tornou um risco para as crianças que frequentam o local. Pregos expostos, madeiras quebradas, mato e lama fazem parte do atual cenário daquela área de lazer infantil, que foi tomada inclusive pelos praticantes de Voleibol, visto que a área destinada à modalidade foi tomada pelo matagal, pela deficiente iluminação da área e pela ausência de incentivo com projetos de caráter lúdico, tanto do estado quanto do município, inviabilizando sua utilização.

A cabine de transmissão, que até pouco tempo foi utilizada para abrigar a equipe do Programa Saúde da Família, está desativada e as arquibancadas deterioradas também não oferecem mais nenhuma segurança para os expectadores dos eventos esportivos que ainda ocorrem por ali.

A Associação de Moradores já encaminhou diversos ofícios para a Seinf solicitando a revitalização da pracinha, com a construção de uma quadra coberta para outras práticas desportivas, realização de reuniões e projetos sociais, apelando inclusive para a Assembleia Legislativa que, através do Deputado Michel JK, também encaminhou requerimento ao Poder Executivo Estadual, que não deu qualquer resposta, nem para a comunidade nem para aquela Casa de Leis.

O objetivo da divulgação deste problema enfrentado pelos moradores do bairro Pantanal não é desqualificar nenhuma gestão pública, mas cobrar das autoridades o melhor trato com a coisa pública no cumprimento do art. 298, inciso V, da Constituição do Estado do Amapá, que dispõe sobre a “construção e manutenção de espaços devidamente equipados para as práticas desportivas e o lazer”.

População do Pantanal sofre com a falta de infraestrutura em ruas e avenidas

Benedito R. Ferreira - intrafegável

Nicolau Libório - entulho como paliativo
Há muito tempo que a Associação de Moradores vem apelando para que a Secretaria Municipal de Obras inicie os serviços de drenagem, terraplenagem e asfaltamento das ruas e avenidas do bairro Pantanal, em praticamente todas as vias que fazem cruzamento com a Rua Benedito Rodrigues Ferreira, que margeia a área de ressaca, para onde descem as águas das chuvas, que ficam empossadas, tornando difícil a vida de quem mora nas proximidades.

A Rua Benedito Rodrigues Ferreira e a Avenida Nicolau Libório são as mais afetadas, obrigando os próprios moradores a adquirirem aterro e entulhos que são espalhados na via para melhorar o acesso às casas.

Fundado há 16 anos, o bairro Pantanal já foi entregue aos primeiros moradores com deficiência em sua infraestrutura, pois nunca dispôs de um sistema eficiente de drenagem das águas pluviais e saneamento básico, que até hoje tem trazido grandes transtornos para a comunidade, contribuindo inclusive para a desvalorização dos imóveis.

Outro ponto crítico fica no principal cruzamento do bairro, na Rua João Almeida do Nascimento esquina com a Avenida Nessy Costa da Silva, onde estão localizados empreendimentos que trabalham com alimentos, como o “Frigo do Lourenço”. Em época de chuva, o micro-empresário é vítima da invasão das águas em seu estabelecimento, causada por um bueiro obstruído e, consequentemente, pelo acúmulo de água empossada, exalando um odor insuportável que acaba afastando os clientes. A situação também já foi levada ao conhecimento do Poder Público, que tomou apenas medidas paliativas, mas nunca resolveu o problema.

Das três ruas e quatorze avenidas que constituem o Pantanal, apenas duas ruas e quatro avenidas foram asfaltadas parcialmente, hoje praticamente intrafegáveis pelo surgimento de crateras na camada asfáltica, comprometendo inclusive o transporte coletivo, que atrasa viagens e desvia itinerários, causando aborrecimentos para os usuários.

Os acessos ao bairro, como a Rodovia do Pacoval e o Ramal do Pesque-Pague também são exemplos do péssimo estado de conservação das nossas vias e do descaso com o qual é tratada nossa comunidade.

Recentemente, acompanhamos uma equipe da Secretaria Municipal de Obras de Macapá que, atendendo nossa solicitação via ofício, visitou as áreas mais afetadas para inclusão no plano de obras daquela secretaria, que informou a disponibilidade de recursos, na ordem de cinco milhões de reais para a requalificação asfáltica da Rodovia do Pacoval e algumas ruas e avenidas do bairro Pantanal. 

Sem poder de execução, a Associação de Moradores fica refém da boa vontade das autoridades “competentes”, que atendem as solicitações quando é conveniente. Com isso, a comunidade continua sendo afetada, mas não perde a esperança que um dia os problemas sejam pelo menos amenizados.