sexta-feira, 18 de julho de 2014

Área institucional é invadida no bairro Pantanal

Fundos da Escola Risalva Freitas
Área destinada à Associação de Moradores
Crime ambiental - árvores frutíferas derrubadas
Área destinada à construção de equipamentos públicos









A área institucional do bairro Pantanal, localizada atrás da Escola Estadual Risalva Freitas do Amaral sofreu com a ação de diversas famílias que invadiram o local na manhã dessa sexta-feira, 11 de julho. Muito embora ociosa há 17 anos, a área começou a ser usada em 2010 para a construção de uma escola estadual, restando ainda uma grande faixa de terra pública que permaneceu tomada pelo matagal.

Há dois anos a associação de moradores vem dialogando com o IMAP, órgão responsável pelo ordenamento territorial do Estado, que por sugestão da comunidade resolveu destinar a área para a construção da sede social da associação, de uma unidade básica de saúde e de uma creche.

O Presidente da associação de moradores conversou com as famílias, que insistiram permanecer na área, e lamentou a atitude que poderia ter deixado toda a população sem perspectivas para a implantação dos serviços de atendimento à saúde e educação infantil previstas para o local.

Uma plantação de árvores frutíferas há anos cultivada por um morador foi afetada pela invasão. Açaizeiros, cajueiros, bananeiras e mangueiras foram derrubadas na ação.

As famílias foram retiradas da área, mas os moradores temem novas investidas. Enquanto o local não é utilizado para os fins a que se destina, a associação de moradores, em regime de mutirão, pretende criar um campinho de futebol como opção de lazer para as crianças e adolescentes do bairro, evitando futuras invasões.

A associação cobra da Secretaria Municipal de Saúde medidas urgentes para agilizar o pedido de cessão da área para o município para a construção da UBS, e espera ainda que, diante do incidente, o IMAP reveja a decisão que revogou a autorização de ocupação do lote para a construção da sede social da entidade, que impossibilitou a utilização do espaço para a realização de encontros e projetos sociais desenvolvidos na comunidade.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Escola Risalva Freitas realiza 1ª Caminhada pela Paz

1ª Caminhada pela Paz
Alunos percorreram as ruas do Pantanal
Crianças e adolescentes contra as drogas e pela paz
Banda da escola Esther Virgulino

A Diretoria da Escola Estadual Risalva Freitas do Amaral realizou na manhã dessa segunda-feira, 30 de junho, com o apoio da Associação de Moradores, a primeira caminhada pela paz no bairro Pantanal.

Alunos do primeiro turno, professores e demais profissionais que atuam na escola percorreram as principais ruas do bairro Pantanal, com o objetivo de chamar a atenção da comunidade para frear os índices de violência e o consumo de drogas envolvendo principalmente adolescentes, que foi o maior público na caminhada, entoando gritos de ordem a favor da paz e contra a violência.

A caminhada foi acompanhada pela banda marcial da Escola Estadual Esther Virgulino e contou com o apoio de homens da Polícia Militar, que organizaram o fluxo de veículos no trajeto elaborado pela coordenação do evento.

Para o Presidente da Associação de Moradores do bairro Pantanal, Marco Antonio, a realização da caminhada significou o primeiro passo para o início de um processo de transformação social na comunidade. "Iniciativas que contribuem para o bem estar social são sempre bem vindas à comunidade, e certamente terão o nosso apoio", ressaltou o Presidente.

A Diretora Nazaré Sucupira considerou que a caminhada foi um sucesso, e já pensa nas próximas edições, desta vez com a participação dos alunos dos três turnos e, com o apoio da associação de moradores, contar com a participação mais efetiva na comunidade, para que todos possam caminhar juntos, contribuindo para que os os jovens possam estar mais distantes das drogas e da violência.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sem ter para onde ir, equipe do PSF muda equipamentos para as casas de Agentes de Saúde


Veículo do próprio médico na mudança do PSF
Casa de uma das ACS para depósito de equipamentos
Caixa de seringas virou ninho de formigas
Sub-Prefeito com Enfermeira do PSF
A equipe do Programa Saúde da Família - PSF, iniciou hoje pela manhã, 20 de junho, a mudança dos equipamentos que estavam depositados na cabine de transmissão de jogos da arena esportiva do bairro Pantanal, interditada desde maio, por determinação do então Secretário Municipal de Saúde, Dorinaldo Malafaia, por não oferecer nenhuma condição estrutural de atendimento à comunidade. Com a decisão do secretário, a situação se agravou, visto que desde então a população ficou sem nenhum local fixo para atendimento médico.

Sem espaço na Unidade Básica de Saúde Álvaro Correa, a equipe se encarregou de distribuir os equipamentos nas casas dos agentes comunitários de saúde que residem no bairro, até que um espaço adequado para atendimento à população seja providenciado pela Secretaria Municipal de Saúde - SEMSA. "Alguns materiais de uso contínuo, como seringas, estão se deteriorando pela falta de acondicionamento adequado", lamenta uma das agentes de saúde.

Lamentavelmente, o transporte dos equipamentos, como cadeiras, mesas, bancos, biombos e macas foram transportados no veículo do próprio médico, que também serviu de motorista. Dr. Ailton, como os demais integrantes do programa, é um profissional guerreiro, que pelo status da profissão que ocupa, não deveria se submeter à uma situação tão constrangedora para a gestão municipal de saúde.

O Sub-Prefeito da Zona Norte, Antonio Neylo, acompanhado do Presidente da Associação de Moradores, que na oportunidade faziam o levantamento das ruas comprometidas pelo acúmulo de mato, lama e buraqueira, presenciou os fatos e se comprometeu em fazer a interlocução com o atual Secretário Municipal de Saúde, que já tem conhecimento do problema, a fim de mais uma vez buscar uma solução para o caso.

Enquanto as providências não chegam, os equipamentos permanecerão guardados nas casas dos agentes de saúde, e a equipe continuará atendendo em domicílio os casos de saúde que não permitem o deslocamento do paciente, e elegendo um local, de forma itinerante, para realização de consultas à população.